sábado, 9 de abril de 2011

*Lygia Fagundes Telles*


"Hoje amanheci tão bem!
Como se durante a noite tivesse vindo uma fada,
uma dessas fadas das histórias antigas,
fadinha boa com sua varinha de condão,
não sofra mais querida,
disse tocando com a varinha a minha cabeça,
não sofra mais, ficou repetindo,
e nessa hora acordei e me senti diferente."

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Selinho!!!!


Tô querendo apenas o que me faça rir!
Tô me livrando
de tudo que me dá bloqueio.
colorindo tudo a minha volta.
Estou ganhando a leveza dos dias .
Coloquei a alma pra dançar tango!

Dei a mão pro vento...









Ganheii meu primeiro selinhoo !!
\o/ adoooreeeiii !!
Brigaduu Pathy !!

sábado, 2 de abril de 2011

Marla de Queiroz



F
ico pensando se não somos tão carentes ao ponto de não viver melhor sem alguém. E há tanto medo de não ser escolhido, e de ser escolhido e ser trocado, ou ainda de não ser escolhido totalmente, ou de escolher e viver achando que essa escolha é uma prisão. Mas eu lembro de nós dois, enquanto penso nisso tudo, do nosso pacto pelo total aproveitamento diário, essa liberdade quase imposta de saber-se poder ir embora quando não for mais tão essencial. Eu lembro que se estamos juntos é porque, todos os dias, ao acordar e nos olharmos tão frágeis, tão fortes, tão vulneráveis, tão entregues, nós fazemos novamente a escolha de ontem, e cumprimos o resto do dia alimentando esse 'estarmos juntos' com intensidade e delicadeza. Eu fico pensando nos nossos ajustes e na vontade que temos de sabedoria em meio a toda essa embriaguez da paixão. E acho que se esse ainda não é o caminho certo, pelo menos, é o mais bonito por enquanto. E o que me deixa mais inteira, a cada passo. E fico pensando enquanto avanço: eu amo construir a mesma estrada com você. Eu amo morar no teu abraço.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ana Jácomo


''Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.''